Bem Vindo ao Blog do Código

Provavelmente está a tirar carta, e quer passar no teste de código.
Talvez procure testes de código grátis, mas não sabe onde encontrar.

Sou Instrutor de código e decidi fazer este blog. A intenção é ajudar. Não importa em que escola de condução está inscrito. Aqui todos podem aprender.


Aqui tem uma lista de ferramentas que o ajudará a ter sucesso:

  1. Visão geral do princípio ao fim
  2. Esclarecimento de dúvidas
  3. Apontamentos do Instrutor (actualizado)
  4. Conselhos do Instrutor
  5. Testes de codigo com resolução. (espectacular) (actualizado)
  6. Sites com testes de código (uns gratuitos, outros não)
  7. O código da estrada (um bocado maçudo, mas útil)
  8. Perguntas frequentes
Se tiver sugestões agradeço os vossos comentários.

A"s escolas de condução conhecidas como “low-cost” estão a reprovar alunos de forma sucessiva de maneira a compensar os preços que praticam, avança a Rádio Renascença."

O título do artigo chamou-me a atenção, embora ache muito difícil conseguirem provar seja o que for, mas se o conseguirem ainda bem.

Comprar barato pode ser tentador. Os preços de mercado praticados na grande Lisboa pela grande maioria das escolas (por volta dos 300€) são por si só de desconfiar. Esse valor deve cobrir as despesas das aulas de condução e quase mais nada. Mas se o aluno pagar 300€ mais uma série de reprovações da prova prática (para não falar no exame teórico) acaba por dar um grande jeitinho no orçamento da escola.

Depois não se esqueçam que há algum tempo, não muito distante, foram apanhados pela polícia judiciária vários examinadores e instrutores em corrupção. E acredito que muitos não foram apanhados porque é impossível andar atrás de todos. E o quê que isto tem a haver com o assunto?, perguntam vocês. É que antes desta operação, os corruptos não precisavam de gerir bem as contas da escola, porque recebiam umas boas notas para injetar no negócio. Agora, a não ser que o mal já se tenha instalado novamente, os senhores instrutores, sócios de escolas de condução, que remédio têm se não trabalharem bem. E como muitos deles não sabem o que é gerir bem seja o que for, vão para o caminho do low-cost. Também há como é óbvio aqueles que gostam de brincar ao monopólio e vão comprando escolas até perder de vista e gerem o negócio também pela via do low-cost, mas há coisas que são impossíveis para os homens de realizar. O Senhor fez o milagre da multiplicação dos pães, mas tinha poderes divinos, estes têm que se contentar com o que são. Os examinadores por outro lado ficam mais rigorosos, não vá alguém acusá-los de corrupção ou favorecimento.

Comprar barato sai caro, e é verdade ou não é? Que respondam aqueles que tiveram de pagar uma nota preta, como dizem os nossos irmãos brasileiros. 

Instrutores de Condução em Promoção

Acabei de ver por aí na internet um daqueles anúncios com carta de condução em promoção: "Carta de ligeiros (categoria B) por apenas 325€, com tudo incluído". Parece que a culpa é do Verão, e por isso têm de baixar os preços. E ao que parece a única coisa que baixa é apenas o preço, pois a qualidade mantém-se.

Infelizmente é uma prática comum a muitas escolas, pelo menos aqui pela grande Lisboa.

Não foi ainda há muito tempo atrás que vi-me obrigado a sair de onde trabalhava para juntar-me temporariamente a tantos desempregados que andam por aí. Disseram-me que se quisesse continuar na Escola precisava de rasgar o contrato e começar a passar a recibos verdes. Só não caí da cadeira porque já tinha sido avisado pelos meus queridos colegas.

Em conjunto acordámos que ninguém aceitaria essas condições, pois pensámos que assim a Escola não teria outro remédio se não o de voltar com a palavra atrás. Pois bem, quem voltou com a palavra atrás foram os meus colegas que se acobardaram e aceitaram as condições da Escola. Não caí da cadeira porque não estava sentado, e também por não ser a primeira vez que sou atraiçoado desta forma.

As coisas aconteceram aos poucos. Primeiro um aceitou. Depois marcámos um almoço para perceber a situação. Durante o almoço o suposto traidor foi o alvo das críticas. Apesar de tudo aguentou-se bem. Já deve estar habituado. Ele próprio disse que já lhe tinham feito o mesmo (serve sempre de desculpa). Além disso, como estava a receber o subsídio de desemprego de Espanha, não lhe causava grande transtorno. Eu ouvi, observei, falei pouco e tirei as minhas conclusões. É engraçado que um de nós, foi o mais crítico de todos. Disse tudo o que o outro queria e não queria ouvir. Passado uns tempos de ter saído da Escola, liguei para esse colega e para meu espanto fiquei a saber que também tinha aceite passar recibos verdes. Nem sei como adjetivar o que sinto.

Desejo-lhes as maiores felicidades, mas acho que mais tarde ou mais cedo, se a coisa não melhorar, a Escola vai-lhes informar que tem de baixar o preço da hora, e se quiserem terá de ser assim. Quanto mais nos abaixamos....

Não acredito que muitos alunos lerão este desabafo até ao fim, e daqui a algum tempo perder-se-á no meio dos muitos posts. Será que ninguém se pergunta, porquê que os combustíveis estão mais caros, mas os preços das cartas sempre mais baixos? De certeza que a culpa não é deste calor insuportável que não me deixa dormir.

Quando tirei a carta, há uns quinze anos atrás, paguei 120 contos na moeda antiga, que são mais ou menos 600€. Achei que era um valor justo.

Percebo que com esta crise, e com excesso de oferta face à procura, é mais do que normal que os preços baixem. É a lei da oferta e da procura. Eu também gostava de ter tirado a carta por apenas 300 e poucos euros. No entanto, é também um engano, pois quantos não reprovam uma e mais vezes e acabam por pagar uma pequena fortuna.

Carta a 300€ é o preço de montra. Se reprovarem (só uma vez), pagarão quase duas cartas. Ou seja, quem reprova é quem acaba por dar um jeitinho nas contas da Escola. Mas os alunos também não poderão levar a mal, com um preço tão baixo tinha de haver uma marosca...

Se eu tivesse alguma influência nas esferas superiores, acabaria com este e outros problemas das Escolas de Condução. Estive em Inglaterra há algum tempo atrás e achei o negócio do ensino da condução muito mais simples. Para se ensinar não é necessário uma escola. Pode-se ensinar particularmente. As aulas de código estudam-se em casa. Os testes são muito mais eficientes, muito mais que os que nós usamos cá. Um instrutor, paga um valor anual ao estado, e pode comprar o seu carro e ensinar no seu próprio automóvel. Tem de encontrar os seus clientes, mas isso é o que todas as escolas fazem.

O sistema atual mata o negócio. As escolas são obrigadas a pagar 1 renda para ter um espaço aberto, onde atendem ao público e supostamente devem ensinar. Os valores da renda, água, luz, pessoal e outros valores são desperdícios que fazem as escolas andar sempre com a corda na garganta.

Como isto anda assim, há cada vez mais Instrutores em Promoção. Depois, todos os anos há mais instrutores a serem formados, prontos para entrarem na roda, dispostos a aceitarem o que tiverem para lhes oferecer, substituindo aqueles que não vergam como eu.

Por mais que goste de ensinar, enquanto isto não mudar, vejo-me eu obrigado a mudar de rumo. Continuarei a ensinar, mas apenas o código e particularmente.

Nunca cheguei a perceber porquê que não há um sindicato de instrutores, e porquê que são as Associações, as proprietárias dos centros de exame que fazem os contratos coletivos de trabalho. Não é suposto que quem faz os contratos coletivos de trabalho, esteja do lado dos trabalhadores, protegendo os seus interesses? Como é isso possível, quando atualmente as Associações que supostamente defenderiam os interesses dos trabalhadores defendem também os interesses das escolas, pois são estas os membros das próprias associações. É ridículo, mas é verdade. Se houver por aí instrutores dispostos a resolver este problema, digam-me que eu prontamente me juntarei a vocês. No entanto, se todos aceitarem trabalhar a recibos verdes, deixa de fazer sentido.

Pronto, já está. Desabafei.

Um desabafo

Hoje ao contrário do que tenho feito até aqui, gostava de escrever em tom de desabafo.

Desde 2008 que ando por cá a blogar. Creio que fui o primeiro, ou dos primeiros, a escrever sobre o Código da Estrada. Se não o primeiro, dos primeiros, e certamente o primeiro a criar este conceito que hoje podem ver aqui no blog Passar no Código.

Com o passar do tempo tenho visto muitos a pegarem nas minhas ideias e copiá-las. Às vezes chegam ao ridículo de copiarem frases inteiras. Agora até há quem assine os posts como eu tenho feito desde sempre, como O Instrutor. É claro que há muitos instrutores e não posso querer que outros não tenham o direito de o fazerem. Mas parece-me feio quando se vê que é claramente uma cópia, sem nada ou pouco a acrescentar de novo. Dou os parabéns às coisas novas que têm surgido, mas não às coisas que têm aparecido por aí que são claramente uma cópia do meu blog. Tenham um bocado de brio, e façam coisas novas. Escrevam à vossa maneira, e não usem o copy e paste. Obrigado.

Artigo 19º - Visibilidade Reduzida ou insuficiente

Para os efeitos deste Código e legislação complementar, considera-se que a visibilidade é reduzida ou insuficiente sempre que o condutor não possa avistar a faixa de rodagem em toda a sua largura numa extensão de, pelo menos, 50 m.